Filme: A Ilha das Almas Selvagens (1932) - Dicas de Filmes Pela Scheila

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Filme: A Ilha das Almas Selvagens (1932)

"Island of Lost Souls" é um clássico do horror lançado em 1932. Foi dirigido por Earl C. Kenton, a partir do roteiro escrito por Waldemar Young e Philip Wylie.

Este filme produzido na década de 30 utiliza toda a tecnologia disponível na época e nos presenteia com a primeira adaptação cinematográfica do famoso livro de H.G. Wells, "A Ilha do Dr. Moreau", publicado em 1896. E sem dúvida alguma, é a melhor das três adaptações que a história já recebeu, sendo que as duas mais famosas são de 1977 e 1996.

Na trama, Edward Parker (Richard Areln) vê seu navio naufragar e é socorrido pela tripulação de um cargueiro que levava animais a uma distante ilha no Pacífico Sul. A bordo do navio está o Dr. Moreau (Charles Laughton), que se encontra escondido da civilização e realiza experimentos sobre a evolução das espécies.

Parker também conhece o Sr. Montgomery (Arthur Hohl), estagiário de Moreau. E após envolver-se em uma confusão com o capitão alcoólatra do navio, que destratou um dos ajudantes de Montgomery, Parker é largado a sua própria sorte na ilha, permanecendo como hóspede forçado de Moreau. Na ilha, Parker conhece a principal criação do cientista que quer brincar de Deus: Lota, a Mulher Pantera (Kathleen Burke).

Diferente das demais monstruosidades, Lota, a única mulher em toda a ilha, é o mais próximo que o doutor conseguiu chegar de um ser humano. A intenção de Moreau é que ela e Parker tenham um envolvimento amoroso, e assim, procriar uma nova raça. Seus planos quase dão certo, não fosse por Ruth Thomas (Leila Hyams), noiva de Parker, que aparece na ilha para resgatá-lo.

Moreau é um ser cruel e presunçoso que não mede esforços para conseguir seu objetivo. Algumas das suas criações são usadas como serviçais, é o caso de M’Ling (Tetsu Komai). O restante vive em grupos no meio da floresta tropical, vivendo sob um conjunto de regras criadas pelo autoritário cientista para tentar socializar as criaturas. Entre as principais leis, estão: “Não andar de quatro”, “Não comer carne” e “Não matar”, para dar uma noção de civilização e para que as feras não deixem se levar por seus instintos.

O responsável por ditar essas leis é o Mestre da Lei, Sayer (Bela Lugosi), com um rosto todo peludo, que recita as leis de Moreau em voz alta e pergunta o que eles são, senão homens. Quem desobedecer uma dessas leis, será levado para a Casa da Dor, o laboratório de Moreau, onde será torturado e sofrerá dores indescritíveis, na tentativa de continuar retardando o processo de regressão à forma animal.

É claro que em determinado momento algo sairia do controle e é exatamente isso que acontece. O grupo de criaturas produzidas por Moreau se rebela. Eles capturam o médico/ditador e fazem com que ele pague na mesma moeda todas as atrocidades cometidas na ilha.

"A Ilha das Almas Selvagens" é um filme bastante interessante que foi censurado na Inglaterra e em partes dos EUA até o início da década de 50, por levantar temas polêmicos em plena década de 30, como bestialismo, miscigenação, ética científica e colonialismo. Foi um fracasso de bilheteria na época do lançamento e atualmente é um grande exemplar do cinema de horror.

O destaque é para os efeitos de maquiagem que criaram criaturas praticamente reais, a fotografia também chama bastante atenção e passa a impressão de confinamento. "A Ilha das Almas Selvagens" é um filme pouco conhecido do grande público, mas que merece atenção, principalmente dos fãs do gênero. 

Duração: 70 minutos
Gênero: Terror, Ficção Científica, Domínio Público
Classificação: 14 anos
A Ilha das Almas Selvagens (1932)
TENSO; SINISTRO; CHOCANTE

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