12/04/2017

Filme: "A Viagem de Chihiro (2001)"

"Nunca nos esquecemos das coisas, apenas nos deixamos de lembrar delas."

"Sen to Chihiro no Kamikakushi" faz parte de uma categoria de filmes que tenho verdadeira adoração - os filmes sensoriais. 

Este anime esplendoroso do Studio Ghibli foi feito 100% a mão, algo raro no século 21, pois a maioria das animações lançadas nos últimos anos utilizam computação gráfica e demais efeitos visuais para realçar a história no quesito gráfico. Não tenho nenhum preconceito em relação as animações digitalizadas, mas a minha preferência é por filmes que dispensam o uso das tecnologias digitais. A leveza dos traços gera um resultado visual agradável de assistir. Semelhante a pinturas em movimento, "A Viagem de Chihiro" apresenta uma estética encantadora da melhor qualidade.

Escrito e dirigido por Hayao Miyazaki, o filme que foi lançado em 2001, conseguiu ser o 1º longa-metragem de animação a ganhar o Urso de Ouro, prêmio máximo do Festival de Cinema de Berlim, também ganhou o Oscar de Melhor Filme de Animação.
A trama gira em torno de Chihiro, uma garota mimada de 10 anos que está chateada porque está de mudança junto com seus pais. Durante a mudança seu pai, decide tomar um atalho para economizar tempo, porém acabam se perdendo, parando com o carro em frente a uma estranha construção, semelhante a um túnel, que aparentemente está abandonada.
Curiosos, os pais da garota resolvem entrar nesse lugar e todos acabam chegando a uma cidade deserta. Famintos, os pais dela resolvem comer em uma barraca que está com comidas expostas, enquanto Chihiro decide explorar um pouco esse local estranho e deserto.
Chihiro encontra um menino, um pouco mais velho do que ela, chamado Haku, que lhe diz para deixar o local antes que anoiteça completamente.
A garota corre em busca dos pais, enquanto, pouco a pouco a cidade vai ganhando vida: os postes acendem e aparecem criaturas bastante estranhas, semelhantes a espectros que povoam a cidade rapidamente.
Ao chegar ao restaurante, Chihiro descobre que seus pais se tornaram enormes porcos. Aterrorizada, a jovem foge e começa a se dar conta que está ficando transparente. 
E é a partir deste momento que o filme realmente começa, acompanhando a jovem Chihiro em uma jornada dentro de um mundo que ela, apesar de não entender, tem apenas uma certeza, não é habitado por seres humanos.
Haku, que aparece novamente, diz que para ela não desaparecer deve comer algo deste mundo e lhe oferece uma baga. Depois disto, leva-a secretamente a uma casa em que deve aceitar um trabalho antes que possa ajudá-la a escapar. Trata-se de uma espécie de casa de banho para espíritos, na qual as almas vão para descansar e recuperar suas forças.
Assim, com a ajuda de vários amigos que faz ao longo da história, Chihiro inicia uma grande aventura para tentar encontrar o caminho de casa e para isso, ela contará com a ajuda do jovem Haku e de um misterioso e belo dragão branco.
Quando assisti "A Viagem de Chihiro", me senti dentro de um conto de fadas com elementos góticos. As criaturas fantasmagóricas que surgem durante a noite não são assustadoras, pelo contrário, são bonitas e carismáticas. Confesso que tenho muito carinho pelo espectro 'Sem Face', ele é todo preto, como se estivesse usando uma bata que cobre todo o seu corpo além de uma máscara branca sem nenhuma expressão, mas é gracioso.
"A Viagem de Chihiro" é uma animação muito bem trabalhada, mescla encantamento e surrealismo. Imagens de sonhos e pesadelos se misturam nesta aventura que fascina crianças e adultos. Uma obra-prima oriental que foi feita para ser sentida, não compreendia.
Mais detalhes do filme na página do IMDb

Duração: 125 minutos
Categorias: Anime, Animação, Aventura, Família, Drama, Fantasia
Classificação: Livre
Nota: 10,0

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