23/02/2017

Filme: "La La Land: Cantando Estações (2016)"

"Alguém na multidão pode ser a pessoa que precisa conhecer. A que finalmente levará você às nuvens."

O que mais me encantou em "La La Land" foram as referências aos grandes clássicos musicais, mas o filme não apenas traz elementos dos musicais antigos, e sim apresenta a mesma estrutura, esse fato decepcionou boa parte do público que estava esperando uma obra-prima revolucionária do cinema. Antes de fazer qualquer crítica negativa sobre o filme é preciso ter em mente que "La La Land" foi feito para homenagear os musicais, não para inovar o gênero.

O jovem diretor Damien Chazelle, também roteirita, produziu uma homenagem à {Era de Ouro de Hollywood}, fazendo referências a clássicos inesquecíveis como "Casablanca", "Juventude Transviada" e "Cantando na Chuva", as cores vibrantes lembra "O Mágico de Oz", estes são apenas algumas das referências.
Lançado em 2016, o filme foi visto pela primeira vez no Festival de Veneza e se tornou rapidamente um fenômeno de crítica e também de público. A lista de indicações e prêmios recebidos é imensa, até o momento foram 141 indicações e 65 prêmios. "La La Land" ganhou todas as indicações recebidos no Globo de Ouro (sete ao total), ganhou o BAFTA de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Atriz, Melhor Fotografia e Melhor Trilha Sonora Original. Em relação ao Oscar, recebeu uma das maiores indicações da história do cinema, as categorias foram Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Roteiro Original, Melhor Trilha Sonora, Melhor Canção Original, Melhor Edição de Som, Melhor Mixagem, Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia, Melhor Figurino, e Melhor Edição.
A trama gira em torno de Mia (Emma Stone) e Sebastian (Ryan Gosling), jovens que sonham com o sucesso enquanto enfrentam a realidade de Los Angeles: ela é garçonete, mas quer ser atriz; ele é um pianista que não consegue se manter no emprego por insistir no quase falecido jazz.
O sonho de Mia é atuar, ela é tão apaixonada por atuação que tem na parede do seu quarto um enorme decalque com a imagem de Ingrid Bergman. Porém, os testes que faz nunca produzem frutos. 
Sebastian também é um apaixonado, mas por jazz. Ciente de que as pessoas cada vez mais gostam menos do gênero musical, ele quer criar um clube de jazz para salvá-lo, o que exige uma certa quantia em dinheiro, algo que ele não tem.
São dois sonhadores. Ambos presos na difícil fase da construção da vida. Dos encontros casuais surge uma dose de energia para impulsioná-los na vida adulta. Entre eles surge um elo de ligação repleto de otimismo, gratidão e muito amor. Contudo, para cada escolha feita é preciso renunciar de algo. Assim é no filme. Assim também é na vida real.
"La La Land: Cantando Estações" é um filme magnífico, perfeito em todos os quesitos. Fascinante, extremante envolvente e totalmente colorido, é assim que defino. Só não sei se o musical ressuscitou a magia do cinema que estava perdida em algum lugar do passado e trouxe para o presente, ou se promoveu ao espectador uma viagem no tempo, tirando-o do presente e desembarcando-o numa época de encantamentos.
Sem dúvida alguma estamos diante de um dos melhores musicais de todos os tempos, mas "La La Land" não é apenas tecnicamente perfeito, é um filme de sonhos para sonhadores. Induz reflexões sobre nossas escolhas e renúncias, aquela velha frase {e se eu tivesse feito diferente} fica martelando na nossa cabeça durante e após assisti-lo. Sempre teremos que abrir mão de algumas coisas ao longo da nossa jornada, e o filme revela o segredo para seguir em frente sem perder a leveza e a poesia da vida.
"La La Land: Cantando Estações" é sim um filme para todos os públicos. O filme encanta, diverte, emociona e provoca questionamentos. Afinal, todos nós somos vítimas de nossas escolhas e, como consequências, carregamos um pouco de saudade daquilo que não vivemos.

Mais detalhes do filme na página do IMDb

Duração: 128 minutos
Categorias: Musical, Drama, Comédia
Classificação: 12 anos
Minha Nota: 10,0

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