03/02/2016

Filme: "Tristão & Isolda (2006)"

"Não sei se a vida é maior que a morte, mas o amor foi maior que ambas."

"Tristan + Isolde" é daqueles filmes que te deixam com um amargor na boca após seu término. A dor dos personagens é tão forte, principalmente do Tristão, que é possível senti-la em determinados momentos do filme. E a dor que me refiro não é física, mas a dor de uma ardente e proibida paixão.

Escrito por Dean Georgaris e dirigido por Kevin Reynolds, esse romance épico foi baseado em uma lenda celta da Idade Média. O lançamento aconteceu em 2006.

A história se passa numa época em que nações derramaram entre si muito sangue no decorrer da História antiga. Depois da queda do Império Romano, a enfraquecida Grã-Bretanha está dividida em vários clãs que disputam o poder entre si, enquanto a poderosa Irlanda, intocada pelos romanos, domina e manda nas tribos britânicas.
De um lado estão os ingleses, que lutam pela união pacífica de todos os povos saxões do atual Reino Unido. Eles estão representados por Tristão (James Franco), um líder combatente que quando era criança viu seus pais sendo sacrificados na sua frente e é então adotado pelo seu tio, Lorde Marke (Rufus Sewell), e daí vira seu maior guerreiro.
Do outro lado estão os irlandeses, cruéis e implacáveis, que buscam conquistar sozinhos o poder de toda a região em conflito. Estes bárbaros impiedosos estão representados pela meiga Isolda (Sophia Myles), jurada de casamento para o malvado Morholt (Graham Mullins).
Durante uma sangrenta batalha, Tristão é envenenado pela espada de Morholt, declarado morto por seus companheiros, e colocado em um barco funerário, após uma simbólica cerimônia.
Seguindo sem rumo, este barco vai parar nas mãos de Isolda, que dá ao inimigo todos os cuidados necessários para sua recuperação.
Durante o período que Isolda passa cuidando de Tristão, ela também se apaixona por ele, porém, mente seu nome, e surge um amor proibido de identidades não reveladas.
No entanto, o Rei Donnchadh (David O'Hara), junto do traidor Wictred (Todd Kramer), decide promover um torneio, prometendo a mão de Isolda em casamento ao vencedor. Tristão enfrenta o desafio e o vence.
Sem saber que Isolda é o seu amor, Tristão a oferece a Marke, para promover a união da Grã-Bretanha, mas quando ele a vê, a confusão toma conta de sua cabeça.
E ele tem que decidir entre a amizade e lealdade por Marke, e o amor que sente por Isolda. A partir desse ponto do filme, é impossível assistir indiferente à dor dos personagens. 
Tristão e Isolda são levados inexoravelmente um para o outro, arriscando tudo pelo último momento de estarem sozinhos um nos braços um do outro. O amor ultrapassou qualquer outro sentimento.
Com ritmo épico das batalhas regidas pelas lâminas afiadas das espadas, com um pano de fundo histórico, "Tristão e Isolda" o mesmo tratamento de superprodução visto em "Gladiador" e "Cruzada". Mas o foco do filme está justamente no amor proibido dos protagonistas que dão nome à lenda.
"Tristão & Isolda" não se assemelha às superproduções citadas acima, mas é sofrível ao extremo. Provocou um misto de sentimentos em mim, sofri horrores toda vez que Tristão aparecia em cena com aquele olhar triste e perdido, fiquei com pena da Isolda. Também me encantei pela beleza do personagem Melot (Henry Cavill) e depois fiquei com ódio mortal pelo seu ato insano. Enfim, é um filme de sentimentos.
"Tristão & Isolda" é muito bonito visualmente, a fotografia e figurinos são deslumbrantes, a trilha sonora perfeita e a direção competente. Certamente é um filme que fica na memória de todos que o assistem, afinal, quem consegue esquecer uma história amor proibido. 
E finalizo com a frase: "Porque temos sentimentos, se não podemos vivê-los? Porque desejamos coisas, se não foram feitas para nós?"

Mais detalhes do filme na página do IMDb

Duração: 125 minutos
Gênero: Épico, Drama, Romance
Classificação: 14 anos
Minha Nota: 9,5

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