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28/11/2015

Filme: "O Jardim dos Prazeres (1925)"

"A única mulher da minha vida é você Patsy."

Finalmente consegui assistir "The Pleasure Garden" que é o primeiro filme dirigido por Alfred Hitchcock e lançado em 1925.

Desde que comecei a assistir a filmografia completa do gênio do suspense, tinha curiosidade de ver o seu primeiro trabalho e, dificilmente leio críticas sobre um filme antes de assisti-los para não me sentir influenciada pelas opiniões dos críticos, mas sobre este filme eu li e devido os comentários de que era um filme irrelevante, esperava bem menos e me surpreendi. O filme é sensacional.

Claro que não podemos comparar com os grandes clássicos de Hitchcock, ele ainda era um jovem inexperiente nesse ramo, e apesar das dificuldades financeiras, a película já contem características técnicas que se tornaram a marca registrada do diretor.

O interessante deste filme (ocorre em vários outros filmes de Hitchcock) é o fato de temos a falsa impressão de que será narrada a historia da Jill, mas com o decorrer do filme, quem toma o papel principal, na verdade é a Patsy.
Conta a história de duas mulheres que pouco a pouco vão construindo uma amizade, e enquanto uma adquire fama e sucesso dançando no Teatro chamado Jardim dos Prazeres, a outra, que também dança permanece sem fama.
A trama é propositalmente confusa, primeiramente pela semelhança entre as personagens principais, que em alguns momentos do filme é difícil distingui-las, pois, são muito parecidas fisicamente, mas bem diferentes em suas atitudes, sentimentos, ações e emoções. 
A empatia de Patsy (Virginia Valle) por Jill (Carmellita Geraghty) no início da trama parecem confirmar isso. 
Elas namoram Levett (Miles Mander) e Hugh (John Stuart), soldados britânicos que cuidam de colônias nos Trópicos. Quando eles viajam à trabalho, Jill se esquece facilmente do noivo e passa a prestar outro tipo de serviço aos clientes da casa.
"O Jardim dos Prazeres" ao mesmo tempo que é uma história simples, aborda questões muito complexas como as relações de amizade, casamento, amor e traição. 
Tem cenas cômicas como as que são protagonizadas pelo cachorrinho de Patsy e, em outras é trágico, como no assassinato da nativa (não vou revelar detalhes, mas a cena é bem no estilo hitchcokiano).
Vale ressaltar que é um filme experimental de Hitchcock, mesmo assim é muito bom, eu gostei e recomendo. O filme encontra-se em domínio público, sendo possível encontrar disponível online no meu perfil do VK.

Mais detalhes do filme na página do IMDb

Duração: 60 minutos
Categorias: Drama, Romance, Domínio Público
Classificação: Livre
Minha Nota: 9,2

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