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06/09/2015

Filme: "2001: Uma Odisseia no Espaço (1968)"

"Dave, minha consciência se esvai. Estou sentindo."

Escrever sobre "2001: A Space Odyssey" é uma grande responsabilidade, porque se trata da obra mais complexa do cineasta Stanley Kubrick (mesmo diretor dos filmes: "O Iluminado"; "Laranja Mecânica"; "De Olhos Bem Fechados" e outros filmes excelentes), o qual sou fã e, ainda assistirei todas as suas obras.

Lançado em 1968, o filme está entre os mais amados por alguns, e odiados por outros, pelo simples fato de ser uma obra inexplicável. Confesso que, mesmo após revê-lo, continuo sem entender muita coisa que se passa durante os 148 minutos do enredo, nem por isso considero o filme ruim, pelo contrário, faz parte dos meus favoritos do gênero de ficção científica.

Pra começo de conversa, este filme é sensorial, isso já explica toda a sua complexidade, são filmes feitos para sentir, não para ser entendido. A fotografia é um espetáculo a parte, a trilha sonora então, mais perfeita impossível.
Recebeu indicação ao Oscar 1969 nas categorias de Melhor Diretor, Melhor Roteiro Original e Melhor Direção de Arte. Levou a estatueta na categoria de Melhores Efeitos Especiais.

Em 1991 foi considerado 'culturalmente, historicamente ou esteticamente significante' pela Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos para ser preservado no National Film Registry.
Dividido em quatro partes, o filme pode ser interpretado como uma viagem pela evolução do Homem, desde criatura primitiva até um ser superior.

Na primeira parte, 'A Aurora do Homem', um grupo de humanos primitivos semelhantes a macacos está procurando por comida e água num deserto. 
Há o perigo típico do mundo selvagem, um leopardo, que mata um dos membros, e uma tribo rival, que conquista com gritaria e gestos violentos, um poço de água. Os derrotados dormem em uma caverna e ao acordarem acham um monólito preto.
Os macacos vão até o monólito e o tocam, despertando para um tipo de transe, como se libertassem da ignorância total para o conhecimento e sabedoria. Pouco tempo depois, um dos macacos percebe que ele pode usar um osso tanto como uma ferramenta quanto como uma arma.
Nessa segunda parte também vemos o enquadramento de uma caneta flutuando no ar, tal qual o osso que fez a transição de milhões de anos. A caneta representa, assim, um salto evolutivo para o homem, onde a força bruta ainda existe (a sombra da guerra), mas esta é reduzida a outros interesses mais importantes para o ser humano.
Entra em cena o personagem Dr Floyd (William Sylvester). A missão dele é investigar o artefato chamado de Anomalia Magnética Tycho Um (AMT-1), que foi enterrado na lua quatro milhões de anos atrás. Floyd e outros vão até o artefato, um monólito preto idêntico àquele encontrado pelos macacos. Os visitantes o examinam, repetindo gestos dos macacos no passado.
Na terceira parte, em que o Homem foi lançado a caminho de Júpiter na nave Discovery, vemos o Dr. David Bowman (Keir Dullea), o Dr. Frank Poole (Gary Lockwood), e outros três cientistas em hibernação criogênica. 'Hal' é o computador (HAL 9000) da nave, que comanda a maioria das operações da Discovery.
Após muitos acontecimentos, HAL é finalmente desconectado e um vídeo pré-gravado por Floyd se inicia. Nele há a revelação da existência dos monólitos, pelo qual Bowman partirá em sua direção e para a quarta e última parte do filme. Ao se aproximar do monólito, Bowman é sugado para um túnel de luzes coloridas.
Na última parte, David entra por uma fenda e, dentre as várias imagens fluidas que também lembram galáxias sendo criadas. E o resultado dessa viagem é um encontro consigo mesmo dentro de um quarto com aspecto renascentista.
Finalizando, o astronauta é mostrado envelhecendo, dentro desse quarto e, renasce como um ser mutante, sendo o centro do Universo.
"2001: Uma Odisseia no Espaço" é um filme tipicamente Kubrickiano não apenas na história, mas também na forma. Diversos pequenos detalhes enriquecem essa obra-prima. Muitos (a maioria) não conseguem entender o desfecho, porém, o próprio diretor citou que não existe uma explicação, está aberto para cada um entender como quiser. Ainda não entendemos o Universo, mas ele continua fascinante, não é verdade?
Com efeitos visuais que impressionam até nos dias atuais, "Uma Odisseia no Espaço" tem uma combinação perfeita de som, imagens, atuações, história e personagens inesquecíveis. Te convido para adentrar neste mundo fascinante e desfrutá-lo ao máximo.

Mais detalhes do filme na página do IMDb

Duração: 149 minutos
Gênero: Ficção Científica, Suspense, Drama, Clássico
Classificação: 14 anos
Minha Nota: 9,7

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