02/04/2015

Filme: "A Paixão de Cristo (2004)"

"Amem os seus inimigos e orem pelos que vos perseguem. Pois, se amarem os que vos amam, que recompensa vão ter?"

"The Passion of the Christ" talvez seja o filme mais realista se tomarmos como base a história bíblica. A obra mostra somente os últimos dias da vida de Jesus até sua saída do túmulo. 

Muitas pessoas criticaram a violência nas cenas, mas se pararmos para pensar, os últimos dias da vida de Jesus não foram nenhum mar de rosas, e a violência praticada contra ele e todas as pessoas que eram julgadas a mais ou menos 2000 mil anos atrás era bem mais brutal que as mostradas no filme. E convenhamos, a barbárie de hoje não é muito diferente do que a daquela época, só mudaram as armas e os métodos.

A direção foi de Mel Gibson, sendo inspirado no livro "A Dolorosa Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo". Foi indicado ao Oscar nas categorias de Melhor Fotografia, Melhor Maquiagem e Melhor Trilha Sonora Original.

Seu lançamento aconteceu em 2004 e é a maior bilheteria de todos os temos de um filme não inglês, no caso deste filme, ele foi produzido nos idiomas hebraico e latim, e também em aramaico, o idioma oficial de Jesus Cristo.
A trama inicia em Getsêmani, no Jardim das Oliveiras quando Jesus Cristo (Jin Caviezel) está orando após a Última Ceia e é tentado por Satanás (Rosalinda Celentano), enquanto os seus apóstolos Pedro (Francesco DeVito Saint), Tiago (Chokri Ben Zagden) e João (Hristo Jivkov) estão dormindo.
Satanás apareceu em forma humana, dizendo: "Não é certo para um homem morrer por seus pecados". Após o suor de Jesus transformar-se em sangue e pingar no chão, uma cobra sai de Satanás. Jesus ouve seus apóstolos chamando-o, em seguida, ele pisa na cabeça da serpente, e Satanás desaparece
Ao receber trinta moedas de prata, Judas (Luca Lionello), um dos apóstolos de Jesus se aproxima com os guardas do templo e trai seu mstre com um beijo. Jesus é preso e levado para dentro dos muros da cidade de Jerusalém onde os líderes dos Fariseus o confrontam com falsas acusações de blasfêmia.
João avisa Maria (Maia Morgensten) e Maria Madalena (Monica Bellucci) da prisão enquanto Pedro segue Jesus à distância. Caifás (Mattia Sbragia Yosef) detém julgamento sobre a objeção de alguns dos outros sacerdotes, que são expulsos do tribunal.
Jesus é trazido diante de Pilatos (Histro Shopov), o Governador Romano da Palestina, que ouve as acusações feitas contra ele pelos fariseus. Percebendo que enfrenta um conflito político e religioso, Pilatos transfere a responsabilidade da decisão para o Rei Herodes (Luca De Dominicis).
Em uma tentativa de apaziguar a multidão, Pilatos ordena que ele fosse punido, mas não morto. Jesus é brutalmente açoitado e zombado com uma coroa de espinhos por seus guardas.
No entanto, Caifás, com o apoio das multidões, continua a exigir que Jesus seja crucificado, e Barrabás liberado. Pilatos lava as mãos e, relutantemente, ordena a crucificação de Jesus.
No início do caminho para o Calvário, Maria o encontra e o conforta. Simão de Cirene (JarrethMerz) é pressionado para carregar a cruz com Jesus e Verônica (Sabrina Impacciatore) enxuga o rosto de Jesus com seu véu.
Em seguida, Jesus é crucificado, mas antes de morrer ele diz: “está consumado”, e entrega o seu espírito a Deus.
"A Paixão de Cristo" um excelente filme, pois mostrou a forma cruel e realista de como era feita a crucificação, e não podemos esquecer que Jesus não foi a primeira e nem a última pessoa a ser crucificada na cruz, pois essa penalidade mortal era rotina na época, milhares e milhares foram crucificados dessa maneira.
É um obra-prima do cinema que recomendo para todos os públicos, independente, se o espectador encara a Bíblia Sagrada como  um livro baseado em uma história real ou como apenas mais um livro de ficção. Vale a pena conferir essa obra de arte.

Mais detalhes do filme na página do IMDb

Duração: 127 minutos
Gênero: Drama, Épico
Classificação: 14 anos
Minha Nota: 9,5

Um comentário:

  1. É muito triste. Eu acho que um dos melhores filmes voltados para a religião é Risen uma focada na ressurreição de Cristo, do ponto de vista de uma história ateu. Contextualmente falando, eu aplaudo o seu recurso cinematografia maravilhoso especialmente no terceiro ato. Tudo parece estar em linha com o tempo, incluindo alguns diálogos ou cenas vão de acordo com a Bíblia. Além disso, não é exagero na violência, nem recorrer a fantasia visual para dizer um ao outro milagre.

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