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31/03/2015

Filme: "Geração Prozac (2001)"

"Eu não sou o seu maldito macaco."

"Prozac Nation" é um filme melancólico, interessante e reflexivo, que aborda uma doença que está aumentando de forma progressiva dentro da sociedade moderna, a depressão. Uma doença que começa silenciosamente e, de um momento para o outro, a pessoa acorda e não tem mais vontade de viver.

Contou com a direção de Erik Skjoldbjaerg e foi baseado no best-seller de mesmo nome, da escritora Elizabeth Wurtzel. Seu lançamento aconteceu em 2001.

O filme é narrado em primeira pessoa, pela própria personagem, apresentando seu universo, tal como ela o sente. Elizabeth Wurtzel ou "Lizzie" (Christina Ricci) é uma adolescente e escritora que está indo para a Universidade de Havard.
Vamos desvendando a vida de Lizzie e sua personalidade, dessa forma, entendemos o mundo da garota, sua relação conflituosa com a mãe, que deseja consertar os erros cometidos no passado através da filha.
Essa relação conflituosa decorre da relação conturbada entre seus pais. Lizzie tem uma relação condescendente com o pai, apesar deste tê-la abandonado quando ainda era criança, porém, toda vez que ele aparece para visitá-la, toda a sua dor desaparece.
Na universidade, Lizzie começa a usar drogas e tem uma vida sexual um pouco promiscua, para os padrões da época.
Lizzie é uma excelente escritora e ganha prêmios na universidade devido seus artigos, sendo inclusive convidada para escrever para uma revista de renome. Quando ela está escrevendo, consegue escapar dos fantasmas que a atormentam.
Lizzie chega a ter uma crise violenta de depressão, em que ela passa dias sem dormir, simplesmente porque nada que ela escreve parece bom o suficiente, um amigo a tenta ajudar, fazê-la voltar a razão, mas ela surta, então ele a leva a um consultório psiquiátrico.
Durante a terapia, a garota fala sobre a necessidade de escrever porque ninguém sabe como é ser ela. A psiquiatra, Dra. Diana Sterling (Anne Heche) é quem a atende e receita o Prozac, um remédio forte que a deixa confortável, mas a torna alguém que ela não é. 
Aos poucos suas noites de trabalho, sempre regadas a drogas, e sua instabilidade emocional a afastam de Ruby (Michelle Williams), sua melhor amiga, e também de seu namorado.
No entanto, o que Lizzi tem é um Transtorno de Personalidade Borderline, psicopatologia de fronteira que está entre a Psicose e a Neurose caracterizado pelo medo de ser abandonada, seja ele real ou imaginário, uma necessidade constante de não estar sozinha e volatilidade de humor muito peculiar, cujas oscilações vão do nada ao tudo em poucos minutos.
Em "Geração Prozac" podemos perceber que Lizzie ama demais, sofre demais, tem baixa tolerância a frustração, não tem limites, ela oscila muito entre ser super e se nada. Quantas pessoas devem estar sentindo as mesmas sensações e tendo as mesmas reações mostradas no filme nesse exato momento? 
"Geração Prozac" não é um filme fácil de descrevê-lo e nem de recomendar, pois sua intenção é justamente ser uma espécie de viagem ao inferno. Gradualmente, e depois rapidamente. Contudo, é um filme bastante eficaz e genial no seu propósito, e cabe ao espectador decidir se embarca ou não nessa jornada.
Mais detalhes do filme na página do IMDb

Classificação: 
Nota: 9,4

Confira o trailer do filme:



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