28/03/2015

Filme: "Êxodo: Deuses e Reis (2014)"

"Hoje os povos judeus se unem na peregrinação. O que vai acontecer quando se assentar?"

"Exodus: Gods and Kings" é outro épico lançado em 2014 que gerou polêmica, sendo proibido no Egito por ser considerado um atentado a moral pública ou a doutrina islâmica, essa proibição também aconteceu com o filme "Noé" no início de 2014.

Polêmico ou não, o fato é que o filme deixou a desejar em alguns quesitos. A direção de Ridley Scott está impecável, no entanto, o roteiro é extremamente fraco e ficou balançando entre o épico e o bíblico, tornando a obra cansativa em vários momentos.

O filme dá continuidade à narrativa iniciada em Gênesis, sendo o segundo livro do Antigo Testamento e do Pentateuco/Torá. A sua autoria foi tradicionalmente atribuída ao profeta Moisés pela tradição judaico-cristã.
Por mais de 400 anos, o povo hebreu foi escravizado pelo Faraó do Egito, e foram obrigados a trabalharem nas construções das cidades de Pitom e Ramsés. O maior desejo deste povo era reconquistar a liberdade e partir rumo à Terra Prometida.
Entretanto, o Faraó jamais permitiria que isso acontecesse, principalmente após saber de uma profecia, a qual dizia que dentre os hebreus nasceria um menino que libertaria a todos os escravos do Egito. Sendo assim, ordenou que todos os primogênitos hebreus recém-nascidos fossem mortos, na esperança de que o futuro líder estivesse entre eles.
Os anos se passaram e, Moisés (Christian Bale) era conhecido como o príncipe do Egito. Apesar de não ser filho de sangue do Faraó, foi criado como se fosse um filho legítimo, crescendo ao lado do seu irmão adotivo, Ramsés (Joel Edgerton), e aprendeu tudo o que um grande líder deveria saber. 
Moisés e Ramsés eram grandes companheiros e amigos, ambos compartilhavam os palcos de batalha, encabeçando ataques que trazia glória para o Antigo Egito. 
Mas no seu íntimo, Ramsés tinha muito medo de ser ofuscado pelo irmão, e começou a vê-lo como um inimigo. O ciúmes do irmão aumentava cada dia, pois sentia que Moisés era muito mais competente para assumir o trono. 
Até que certo dia uma nova profecia é feita. E eis que surgem boatos, indicando que Moisés era um hebreu, Ramsés viu a oportunidade de bani-lo de suas terras para todo o sempre
Moisés tenta entender e assimilar os últimos acontecimentos que destruíram a sua vida por completo, e então, vai embora e enfrenta sozinho vários caminhos traiçoeiros. Mas num desses caminhos ele encontra Deus, que se revela e recruta o rapaz injustiçado para cumprir algumas ordens.
Moisés precisa decidir se irá voltar à sua cidade para liderar um exército de escravos e lutar contra o comando opressor de seu irmão Ramsés. No caminho, ele deve enfrentar a travessia do deserto e passar pelo Mar Vermelho.
E como era de se esperar, o filme "Êxodo: Deuses e Reis" foi comparado com a narrativa bíblica sobre a trajetória de moisés. Conhecemos um Moisés mais humano, com suas dúvidas e conflitos diante das adversidades e seus momentos de fraqueza devido a nova realidade imposta por Deus.
Porém, vou citar alguns pontos do filme que não gostei, como por exemplo as pragas foram tratadas como uma simples catástrofes climáticas ou a abertura do Mar Vermelho que ficou bastante falha. Outro fato que me chamou a atenção é como Deus foi apresentado nesta obra como um garoto impiedoso, frio, calculista e maldoso. 
E apesar de ser longo, são 150 minutos de filme, valeu a experiência de assisti-lo.

Mais detalhes do filme na página do IMDb

Duração: 150 minutos
Gênero: Aventura, Ação, Drama, Épico
Classificação: 12 anos
Minha Nota: 8,0

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