10/02/2015

Filme: "Sr. Turner (2014)"

"O Sol é um deus."

"Mr. Turner" é um filme biográfico sobre o inglês Joseph William Turner, considerado um dos precursores da modernidade na pintura e também é um dos maiores pintores britânicos da história. Este filme premiado no Festival de Cannes, nos apresenta um homem de personalidade peculiar, que preferia usar grunhidos e caretas ao invés de palavras.

Além de mostrar a personalidade grotesca do pintor, o diretor Mike Leigh nos apresenta um pouco da obra desse artista. Por isso a estética do filme é de extrema importância. O seu lançamento aconteceu em 2014. 

Recebeu indicações ao Oscar nas categorias de Melhor Fotografia, Melhor Trilha Sonora, Melhor Figurino e Melhor Designer de Produção.

Somos transportados até a Inglaterra aristocrática, onde os figurinos, a linguagem e os cenários retratam impecavelmente o clima daquela época. É nesse cenário que encontramos o Sr. Turner (Timothy Spall), artista reconhecido e membro popular da Academia Real das Artes, apesar da sua indisciplina e excentricidade.
O artista vive na companhia do pai William Turner (Paul Jesson) e Hannah (Dorothy Atkinson), uma governanta dedicada que possui dificuldades físicas.
O Sr. Turner segue pintando suas obras tranquilamente, que apesar de serem admiradas também geram opiniões controvérsias do público e dos dirigentes da Academia. Havia muitas críticas negativas a respeito das suas telas.
A inspirações que o Sr. Turner usava pra pintar os quadros, era, na grande maioria, das inúmeras viagens que ele fazia por lugares fascinantes.
E em certa viagem, logo após a morte do seu pai, o artista conhece a Sra. Booth (Marion Bailey), proprietária de uma pensão à beira mar e viúva, mas que deseja arduamente aproveitar tudo de bom que a vida oferece.
Esse encontro dos dois mudará para sempre os rumos da vida do pintor talentoso, mas com personalidade tipicamente inglesa da era vitoriana.
"Sr. Turner" é um filme muito bonito, a fotografia é um espetáculo a parte, são paisagens que fazem bem aos olhos e transmitem muita tranquilidade. Ser artista e não admirar as belezas naturais deste filme seria  um pecado mortal.
O filme mostra vinte e cinco anos da vida deste grande artista britânico, mas foca pouco na sua vida pessoal, e tenta retratar a dualidade do Sr. Turner, um homem grotesco nos gestos e linguagem, porém de grande sensibilidade artística.
A estética do filme foi construída, justamente, para o expectador apreciar as belas obras de arte do pintor e, mesmo sendo longo, com cerca de duas horas e meia, o filme fluí de maneira agradável. As tonalidades do longa se assemelham com as telas de Turner, pois ele estudava profundamente a luz e as cores.
A morte do seu pai abalou o emocional do artista, além da ausência que ele sentia da mãe, em partes, podemos compreender os problemas que Turner tinha em relação às mulheres. Isso tudo se refletia nas suas telas, pintar era uma alívio, uma terapia, onde ele conseguia extravasar todos os seus medos e traumas. E analisando um pouco mais a fundo, notamos que a vida do artista não era fácil, pois além de todos os dramas pessoais, ele ainda era incompreendido e desprezado pelos aristocratas da época.
Em certo período, Turner deixa de lado os contornos e passa a usar técnicas quase abstratas, porém, ele sempre manteve-se fiel ao seu estilo único, continuando a produzir obras de arte com temas sobre a natureza, algumas até assustadoras. Suas últimas palavras em vida foram: "O Sol é deus."
"Sr. Turner" é um filme de beleza única e no enredo tem pitadas de humor misturadas ao lado trágico da vida deste grande artista britânico. Sendo bastante realista, mostra que por trás da belas obras de arte havia um homem solitário, mas de bom coração.
Mais detalhes do filme na página do IMDb

Classificação: 12 anos
Nota: 9,0

Confira o trailer do filme:



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