24/01/2015

Filme: "Para Sempre Alice (2015)"

"E agora eu vejo as palavras na minha frente e não consigo me expressar. Não sei quem sou, não sei o que mais vou esquecer."

"Still Alice" é um drama profundo, mostrado de maneira tão simples que encanta todos que assistem. Comovente na medida certa, sem apelações e nem exageros, apenas retrata a devastação que a Síndrome de Alzheimar causa, e provoca em nós, várias reflexões sobre o futuro. Devemos viver o momento, sem medos ou culpas, apenas vivê-lo. É tudo o que podemos e devemos fazer.

A síndrome de Alzheimer é muito bem apresentada, e em cada nova cena nos deparamos com o efeito devastador desta doença, pois "a arte de perder não é nenhum mistério. Tantas coisas contêm em si o acidente de perdê-las, que perdê-las não é um desastre. Eu não sou uma poetisa. Sou uma pessoa vivendo no estágio inicial de Alzheimer. E, assim sendo, estou aprendendo a arte de perder todos os dias. Perdendo meus modos, perdendo meus objetos, perdendo o sono e, acima de tudo, perdendo memória. Toda minha vida acumulei lembranças. Elas se tornaram meus bens mais preciosos..." Palavras da poetisa Elizabeth Bishop.
O filme foi dirigido pela dupla Richard Glatzer e Wash Westmoreland e o roteiro foi baseado na obra literária da escritora Lisa Genova. Ganhou o Oscar na categoria de Melhor Atriz. A trama gira em torno de Alice Howard (Julianne Moore), uma mulher forte, professora renomada de linguística e autora de muitos livros de sucesso.
Alice tem uma família linda e feliz. No entanto, alguns pequenos esquecimentos diários fazem com que ela procure um médico.
E eis que ela recebe o diagnóstico de Síndrome de Alzheimer precoce, aos 50 anos de idade. Um choque para Alice e para toda a sua família, pois essa doença é hereditária e, provavelmente seus filhos poderiam ter a mesma doença.
Tentando não enlouquecer e espantando os pensamentos tristes, Alice tenta se reaproximar de Lidya (Kristen Stewart), sua filha mais nova, com quem sempre teve desavenças e discussões.
O filme mostra a luta diária que Alice trava com a doença. Uma luta quase solitária. Enquanto ela se vê afastada das obrigações profissionais, tenta buscar no seio familiar o conforto para esperar seu futuro assustador. E esse futuro não tarde a chegar, Alice vai perdendo tudo o que conquistou durante toda a sua vida, suas memórias, algo que ninguém poderia lhe tirar, mas o destino é impiedoso e rouba tudo que Alice possuía de mais precioso.
Enquanto Alice caminha na direção de um futuro incerto, se depara com o temperamento forte, mas acolhedor do marido John (Alec Baldwin). A tristeza de sua filha mais velha, Anna (Kate Bosworth) e encontra carinho e conforto ao lado do filho Tom (Hunter Parrish) e da filha Lidya.
"Para Sempre Alice" é uma obra que deixa o espectador com um nó na garganta, porém, não é daqueles filmes de choro fácil, porque evita o ar melodramático, mas ao mesmo tempo somos transportados por uma montanha russa de emoções.
Alice é levada para um recomeço distante, onde precisa aprender a arte do reaprender todos os dias, assim como a poetisa Elizabeth Bishop escreveu "A noite em que conheci meu marido, a primeira vez que segurei meu livro nas mãos. Ter filhos, fazer amigos, viajar pelo mundo. Tudo que acumulei na vida, tudo que trabalhei tanto para conquistar, agora tudo isso está sendo levado embora. Como podem imaginar, ou vocês sabem, isso é o inferno. Mas fica pior. Quem nos leva a sério quando estamos tão diferentes do que éramos? Nosso comportamento estranho e fala confusa mudam a percepção que os outros têm de nós e a nossa percepção de nós mesmos. Tornamo-nos ridículos. Incapazes. Cômicos. Mas isso não é quem somos. Isso é a nossa doença." "Para Sempre Alice" é um filme que merece ser apreciado por todos os amantes do cinema.
Mais detalhes do filme na página do IMDb

Duração: 101 minutos
Categorias: Drama
Classificação: 12 anos
Minha Nota: 10,0


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